""Eu segurei muitas coisas em minhas mãos e eu as perdi; mas tudo que eu coloquei nas mãos de Deus eu ainda possuo." Martin Luther King

Indiferença

Nas madrugadas despidas
caminhas nas pedras gastas
por companhia, além da solidão
fome, frio, doença e dor
As ruas desmoronam-se
em ausencia de pessoas
que escondem segredos
na cidade adormecida
O teu tecto, as estrelas
o teu ninho, vãos de escada
velhos cartões amassados
Do teu rosto enrugado
uma lágrima perdida
só te resta a liberdade
estendes a mão à caridade
que não sentes.
Perdoa-me
se não te vejo, se não te olho
caminho ausente de ti
indiferente
sem amor, nem compaixão
Dou-te uma moeda, sou abençoada
perdoa-me a hipocrisia
apanhas uma beata mal apagada
afagas o teu rafeiro, teu companheiro
perguntas porquê e morres cada dia.

12 comentários:

Sônia Silvino disse...

Maysha!
Cada vez mais, nós nos acostumamos com essas cenas. Mas não devemos!
Bjkas e bom domingo.
Obrigada pelas visitas! Venha sempre!

Vieira Calado disse...

O cão (especialmente o rafeiro - como era o Merdock - não sabe quem era? - é o melhor companheiro!

Bejinhos

Chris disse...

Por vezes na indiferença das horas rotineiras, esquecemos os passos que a sensatez nos pede...
Um abraço
Chris

Atena disse...

Querida amiga, este texto é lindíssimo e chama-nos a atenção para um flagêlo autentico que decorre mesmo por baixo dos nossos narizes, todos os dias. Chamo-lhe eu, a Paz Poder. Poucos vêm, Poucos se intessam de facto! Felizmente nem todos, e há gente boa que os procura para "acarinhar" um pouco. Não chega, mas a mim - que procuro o lado bom das coisas - anima-me um pouco haver gente dedicada assim.
À semelhança de em muitas outras coisas, houvesse vontade e a resposta social surgia...

Sônia Silvino disse...

Maysha!
Tenho um presente pra ti no THE BEST BLOGS!
Passe lá e pegue, minha amiga!
Bjkas!

Mara disse...

Querida Isa, gosto quando escreves assim, temas tão importantes do nosso dia-a-dia.
Infelizmente é verdade, quantas vezes o que estas pessoas recebem a não ser indiferença?
Damos uma moedinha e seguimos contentes quando há tanto para fazer. Até quando? E quando?

Beijos, resto de bom domingo
Mara

Andradarte disse...

É mesmo isso, Maysha...bem captado
o sofrimento dessas criaturas
conformadas com o que lhes toca e nós desprezamos.......
Beijo grande

Canduxa disse...

Maysha,

Muito real esta imagem que aqui nos descreves neste lindo poema.
Um sentir que mal sentimos, uma mão estendida, que mal vemos, um olhar que não temos tempo de dar....e é tão necessário fazer alguma coisa.

Beijinhos de luz

Atena disse...

Olá, desculpem mas no meu comentário que fiz acima, tive uma espécie de momento disléxico e uma das frases não fez sentido... ´
O que eu queria dizer é que este é um flagelo que decorre mesmo por baixo dos nossos narizes, ao qual eu chamo de PAZ PODRE.
Beijinhos a todos
Cristina

Conceição disse...

Às vezes vemos mãos entendidas que fingimos não ver, outras vezes não vemos mãos estendidas mas elas também estão lá, apesar de escondidas, possamos nós também setender nossas mãos conforme a nossa capacidade e não apens com a capacidade que julgamos ter

Tais Luso de Carvalho disse...

Comoveu-me esta foto; belo texto. A foto mostra que cada vez o ser humano está mais solitário. Por outro lado, mostra o afeto e a lealdade dos animais.

Parabéns!
bjs
tais luso

Tais Luso disse...

Maysha, roubei esta foto - comovente - e te dei o crédito no final do meu texto.

Um beijo, amiga.
tais luso